11 de dez. de 2012

Galpão bambuzeria inaugurado no Horto de Aimorés!


Ontem, 10 de dezembro, foi inaugurado o Galpão Bambuzeria na área comunitária do assentamento rural Horto de Aimorés, uma ideia que já vem sendo estimulada desde 2009 quando o Projeto Bambu e o Grupo Taquara encontraram-se com o assentamento pela mediação da Incubadora de Cooperativas Populares (INCOP). Estavam presentes autoridades, investidores (Instituto 3M), alunos e professores da UNESP, integrantes do Viverde e curiosos que tiveram espaço para fazer um pronunciamento e que se emocionaram ao compreender o que todo esse projeto representa para as famílias assentadas, inseridas no projeto. Depois um dos participantes do Viverde, seu Coimbra, fez o primeiro produto do galpão, uma colher de pau, dando início aos trabalhos.

O galpão representa um grande passo para a extensão já que é por sua causa que o estudo desenvolvido na universidade terá espaço físico para ser testado também na comunidade, é a contrapartida da universidade pública para a sociedade acontecendo na prática. Com um local de trabalho adequado as famílias assentadas poderão desenvolver produtos a fim de incrementar a renda e fixar o homem ao campo, objetivo da reforma agrária. Outra vantagem é o fato de o local de trabalho estar agora mais perto de casa, antes os assentados que quisessem trabalhar com bambu tinham que se deslocar até o laboratório da UNESP e andar mais de 15km.

O projeto teve o incentivo de editais e premiações que forneceram os subsídios necessários para tirar a ideia do papel e transformá-la em realidade. O que não vai parar por aqui, já que temos vontade de desenvolver ainda mais a área comunitária do assentamento, fazendo com que cresçam outros saberes como o incentivo a cultura, a leitura, a inclusão digital dentre outros.

Agradecemos imensamente a todos que direta ou indiretamente colaboraram para a realização desse projeto e damos os parabéns àqueles que colocaram a mão na massa e tornaram esse sonho possível. O trabalho não para por aqui, pelo contrário, é agora que começa! Saiba mais sobre o Projeto Bambu e o Grupo Taquara, mande um email para taquaradesign@gmail.com e acesse nosso Facebook.


27 de nov. de 2012

Escola visita o Projeto Bambu


Na manhã de hoje professores e monitores da escola bilíngue FourC e 60 alunos , de 4 a 6 anos, fizeram uma simpática visita ao Projeto Bambu guiada pelos membros do Taquara que tiveram de responder as perguntas mais curiosas. As crianças, divididas em 2 grupos, se revezaram e fizeram visitas alternando laboratório, onde conheceram o maquinário usado no processo produtivo do bambu, os produtos que podem ser feitos e observavam a produção de uma colher de pau, e a área agrícola da UNESP, onde puderam se deparar com bambus de várias espécies, cores e tamanhos e ter a experiência de ver um bambu sendo colhido e em seguida seu reaproveitamento na forma de retirada de mudas que foram plantadas em seguida. Os pequenos também foram alertados sobre o "bichinho que gosta de comer bambu" - a broca - que ataca a planta depois de colhida caso não haja tratamento.

Com isso mostramos aos alunos e professores da FourC, em meio a comentários e explicações em inglês e português, o bambu como a fonte de matéria prima sustentável que é, sobre sua versatilidade e, em linhas gerais, o processo que o bambu sofre até se transformar num produto bom para uso doméstico como a colher de pau.

É importante para o projeto a difusão da cultura do bambu e de sua útil versatilidade já que vivemos em tempos de racionalização de madeira e cortar uma árvore nativa é algo proibido. Ao mesmo tempo percebemos a necessidade de estimular a consciência ambiental e consequentemente a sustentabilidade para que o planeta tenha um futuro melhor. 

Para marcar uma visita ao Projeto Bambu da UNESP com sua escola, grupo, faculdade etc, acesse o link e entre em contato conosco!





         

20 de nov. de 2012

4ª Mostra do Projeto Bambu


Olá bambuzeiros! Depois de um tempo sem postar vim falar de coisa boa, a 4ª Mostra do Projeto Bambu! A abertura é hoje às 19h30 na FunDeB - UNESP, próximo à portaria 2 da FEB.


A mostra ocorre anualmente desde 2009 e tem o intuito de aproximar o Projeto Bambu e o Grupo Taquara da comunidade mostrando aos interessados os produtos e estudos do bambu que são desenvolvidos na UNESP de Bauru bem como nossas ações extensionistas no assentamento rural Horto de Aimorés. O tema deste ano é "um novo olhar sobre o cotidiano" e convida o visitante a repensar suas ações do cotidiano com criatividade e inovação e ver o bambu como uma alternativa aos meios de produção atuais já que cada vez mais o assunto sustentabilidade é discutido e a responsabilidade ambiental valorizada.

Já na quarta-feira, amanhã, ministraremos oficinas. Uma de plantio e manejo na parte da manhã às 8h00 onde o participante aprenderá a lidar com a moita em geral e fazer mudas e outra na parte da tarde, às 14h00, sobre bioestruturas. Inscrições para as oficinas podem ser feitas pelo link. As oficinas tem custo individual de R$20,00 com refeição inclusa, caso queira participar das duas o pacote sai por R$35,00.

Além das oficinas serão oferecidas outras atividades também na quarta-feira, com entrada franca. Às 16h00 receberemos a visita do jornalista Vinicius Zanotti que passará seu documentário "Escola de Bambu" e nos contará um pouco sobre suas experiências na luta por uma educação de qualidade na Libéria a partir da construção de estruturas de baixo custo, venha saber como você pode fazer parte disso. Às 19h00 teremos uma palestra com o grupo bambuzeiro Trabambu sobre suas atividades quanto à paisagismo, decoração, capacitação de professores, construção de móveis e estruturas.

A entrada e participação nas atividades é franca e nosso ponto de encontro é a FunDeB, próximo a portaria 2 da FEB. Esperamos a presença de todos, até lá!



Endereço: Av. Eng. Luiz Edmundo C. Coube 14-01

Contato:
3103-6120 ramal 6844
taquaradesign@gmail.com

Acesse facebook

5 de set. de 2012

Nova técnica para tratamento de bambu


Há pouco tempo iniciamos um novo estudo de tratamento de colmos de bambu com fogo. Para isso elaboramos a construção de um forno de barro na área agrícola da UNESP, em frente ao Instituto de Pesquisas Metereológicas (IPMet).

O forno é uma construção sustentável com elementos de fácil acesso e por isso de fácil viabilização: usamos terra, água, pó remanescente de trabalhos feitos em bambu e folhas de pinheiro que podem ser substituídos por materiais que tenham propriedades similares. Primeiro colocamos terra sobre uma lona e água por cima. Em seguida, revirando a lona e pisando misturamos os dois até conseguir uma consistência como a de argila. Depois, para dar liga à mistura adicionamos o pó e as folhas. Por fim fizemos os tijolos à mão e concluímos a construção do forno onde serão depositados colmos de diferentes espécies para tratamento.

O intuito é desenvolver mais uma maneira de tratar bambus, fase fundamental no desenvolvimento de qualquer projeto envolvendo a planta. Caso não seja tratado, o bambu tem grande chance de ser atacado por “brocas”, uma praga, que ao se alimentar do amido presente no interior dos colmos, faz buracos em toda a sua estrutura o que compromete e por vezes impossibilita seu uso. Além disso outros cuidados devem ser tomados como colher o bambu na idade adequada e durante a “época seca” quando a lua está minguante e a presença de amido é menor.

Na próxima quinta-feira, dia 6, realizaremos mais testes e poderemos compartilhar as novas experiências.


Reconhecimento do terreno
Molde para realização do 2º andar do forno
E começa o trabalho
Água na medida certa
Joga o pó de bambu

Recém finalizado
Primeiro uso

20 de ago. de 2012

Mãos à obra!

Na semana passada fomos até o Assentamento Rural Horto de Aimorés para ajudar na construção do galpão onde grupos de assentados, como o já existente Viverde, poderão trabalhar todo o processo produtivo do bambu, fazendo disso uma fonte de renda para a comunidade. O grupo Viverde e em paralelo todas as famílias assentadas, tem nosso apoio desde 2009 para desenvolver-se tanto no campo econômico como no social. 

                                      


Desta vez colocamos a mão na massa. Chegamos de manhã e iniciamos a construção do contrapiso que devia ser reforçado já que futuramente o galpão abrigará maquinário pesado e, eventualmente, caminhões. Primeiro colocamos, sobre a terra levemente molhada uma camada de brita. Depois, por cima, esticamos uma lona de área igual à do galpão. Em seguida colocamos uma treliça de ferro a cada 1,5m mais ou menos. Por fim, por cima das treliças vieram redes tambem feitas de ferro. Neste dia deixamos o contrapiso pronto para que recebesse o concreto.


Futuramente queremos transformar a área comunitária do assentamento numa área de convívio para todas as famílias com parquinho, biblioteca, sala de informática entre outros projetos que ainda estão por vir.