15 de ago. de 2013

BLaC: uma alternativa inovadora


O Projeto Taquara Bambu conta com a presença da grade universitária e de diversos cursos. Com isso, são desenvolvidas pesquisas a respeito das diferentes maneiras com que o bambu pode ser utilizado. Desenvolvem-se produtos que elevam o valor agregado, passando assim a experiência que adquiriu-se ao Assentamento Rural Horto de Aimorés e vice-versa.

A aluna de Design de Produtos, da Unesp Bauru, Lívia Garcia Ferrari, membro do projeto pela frente de “Produção e Pesquisa”, concluiu este mês um projeto que está desenvolvendo desde setembro de 2012 com o estudo do desenvolvimento de produtos com Bambu Laminado Colado (BLaC).  O BLaC pode ser uma alternativa a madeira convencional já que este pode ser produzido sem a necessidade da derrubada da planta original e consequentemente tendo a necessidade de seu replantio. A espécie utilizada por Lívia é a do bambu gigante – Dendrocalamus giganteus, coletadas na área agrícola da Unesp de Bauru.


Para a produção do BLaC utiliza-se ripas retiradas do bambu que são tratadas contra brocas e outros insetos que alimentam-se do amido existente no colmo; após isso o bambu é separado em ripas que são processadas. Começa assim o maior quebra-cabeça, as placas de bambu devem ser montadas sem a utilização de cola ou outros aderentes para a verificação de vãos ou defeitos, após essa primeira etapa, finalmente chega a parte em que é colocada a prática todas as aulas de design e projetos. Colam-se as ripas e o resultado são produtos maravilhosos como essa linda cadeira que Lívia desenvolveu.

 E você? Gostou da cadeira? Curtiu a técnica utilizada? São pensamentos como este que mudam o mundo para melhor!

Texto por: Verônica Gonçalves. 

27 de mai. de 2013

Taquara recebe escola estadual

Com o intuito de apresentar à comunidade de Bauru a cultura do bambu, uma alternativa aos modos de produção atual, o Taquara se engaja desde a sua criação com projetos sociais. E um deles é a visita constante de alunos do ensino fundamental de Bauru.

No mês de maio, um ciclo foi concluído: a última classe da escola estadual Luis Zuiane visitou a sede do projeto para conhecer as etapas de produção do bambu.

Quando chegaram, ficaram maravilhados com todos os objetos que podem ser feitos de bambu: cadeiras, copos, talheres, andadores, bancos, objetos de decoração e até carvão para churrasco. Depois disso conheceram o maquinário e as etapas de processamento do bambu: in natura, aglomerado e o bambu laminado colado (BLC). Em seguida, para ilustrar a forma como trabalhamos, fizemos uma colher de pau para demonstração. Assim, as crianças aprenderam um pouco sobre a cultura da planta, o que traduz nossa proposta educacional: como o bambu pode ser uma alternativa para famílias, sendo uma fonte de matéria prima sustentável, renovável e de qualidade. 

Após isso, toda a classe, acompanhada de membros do Taquara e dos professores, visitaram a área agrícola. Viram as diferentes espécies que são cultivadas por lá e até ajudaram na colheita. Conheceram assim as etapas de plantio, crescimento e colheita da planta.

É muito gratificante para nós ver que despertamos o interesse das crianças na cultura do bambu e no desenvolvimento sustentável. Todas as salas que nos visitaram se divertiram e aprenderam bastante, agradecemos a todos que participaram da realização desse projeto. O contato continua e o trabalho não pode parar!
Veja mais fotos em nosso álbum do facebook.

Se você também gostaria de nos visitar mande um email para taquaradesign@gmail.com que combinamos, até lá!


Texto por: Verônica de Oliveira Teixeira.

21 de mai. de 2013

Taquara no Jardim Nicéia

Com a proposta de nos envolvermos mais nas comunidades bauruenses visitamos, há cerca de um mês, o Jardim Nicéia um bairro carente próximo a Unesp. Nos aproximamos dos moradores, principalmente das crianças para criar laços e futuramente desenvolver projetos. Depois de um breve contato com os moradores, um banco feito de bambu foi instalado ao lado do campinho de futebol da comunidade e uma oficina de pipas foi realizada com as crianças. A ideia é despertar o interesse  no bambu e em suas diversas possibilidades. E deu certo. 

Na semana seguinte a nossa visita alguns jovens moradores vieram até a Unesp com interesse em saber mais sobre a cultura do bambu e puderam produzir pequenos utensílios domésticos. Na semana do dias das mães quem compareceu pode fazer um presente para entregar para sua mãe. O Taquara se encontra de portas abertas aos moradores do Jardim Nicéia.

Sempre com a ajuda de membros do Taquara, nas visitas, os jovens acompanham passo a passo como o bambu é plantado, colhido, tratado, até o momento em que se transforma em um objeto de uso do dia a dia. Levando em consideração o interesse demonstrado pelos jovens estamos desenvolvendo a ideia de um curso sobre bambu e suas possibilidades atrelado a realidade deles, algo que possamos reutilizar em outras ocasiões. Para isso teremos que estreitar ainda mais os laços com os moradores do Nicéia e enfrentar as dificuldades já que esse projeto não é algo simples e se trata da relação entre pessoas de diferentes realidades. O trabalho esta só começando! 

Veja mais fotos da ação em nossa página do Facebook.


Texto por: João Pedro Valim

13 de mar. de 2013

Vivência Taquara 2013 Inscreva-se!

O Taquara está aberto a novos integrantes e desta vez queremos a presença de todos os cursos da UNESP! Percebemos a multidisciplinaridade do projeto e queremos enriquecê-la ainda mais neste ano, trazendo para perto de nós alunos dos mais diversos cursos multiplicando ainda mais nossos olhares acerca do bambu e de suas possibilidades.

De jornalistas a físicos, de engenheiros a pedagogos queremos a participação de todos afim de expandir ainda mais nossas ações, estamos propondo uma troca: o aluno põe em prática o que aprende em sala de aula e contribui para o desenvolvimento da comunidade. Então, se você quer ser um membro do grupo ou apenas se interessa pelo trabalho com o bambu venha participar de nossa vivência, seja qual for a sua área.

Durante o mês de abril realizaremos uma série de atividades que traduzem toda a abrangência do grupo, quem participar poderá entender melhor como o Taquara funciona e como pode contribuir para este projeto de extensão que é muito feliz em suas ações e conquistas.

O participante conhecerá mais sobre o bambu e suas possibilidades, visitará a área agrícola da UNESP, onde estão diversas espécies de bambu, saberá como lidar com o maquinário, participará de atividades de extensão dentre outras atividades além de fazer novas amizades e conhecer um pouco mais sobre a relação UNESP - Comunidade.

Saiba mais sobre esse processo, leia nosso Edital de Vivência e se inscreva! Caso existam dúvidas realizaremos uma palestra sobre a vivência aos que se interessem no dia 20/03, quarta-feira, às 13h30 e às 18h30 no laboratório de processamento da madeira, em frente à portaria da da FEB, um portão azul. Esperamos a presença de todos, até lá!



Texto por: Lemuel Simis

11 de dez. de 2012

Galpão bambuzeria inaugurado no Horto de Aimorés!


Ontem, 10 de dezembro, foi inaugurado o Galpão Bambuzeria na área comunitária do assentamento rural Horto de Aimorés, uma ideia que já vem sendo estimulada desde 2009 quando o Projeto Bambu e o Grupo Taquara encontraram-se com o assentamento pela mediação da Incubadora de Cooperativas Populares (INCOP). Estavam presentes autoridades, investidores (Instituto 3M), alunos e professores da UNESP, integrantes do Viverde e curiosos que tiveram espaço para fazer um pronunciamento e que se emocionaram ao compreender o que todo esse projeto representa para as famílias assentadas, inseridas no projeto. Depois um dos participantes do Viverde, seu Coimbra, fez o primeiro produto do galpão, uma colher de pau, dando início aos trabalhos.

O galpão representa um grande passo para a extensão já que é por sua causa que o estudo desenvolvido na universidade terá espaço físico para ser testado também na comunidade, é a contrapartida da universidade pública para a sociedade acontecendo na prática. Com um local de trabalho adequado as famílias assentadas poderão desenvolver produtos a fim de incrementar a renda e fixar o homem ao campo, objetivo da reforma agrária. Outra vantagem é o fato de o local de trabalho estar agora mais perto de casa, antes os assentados que quisessem trabalhar com bambu tinham que se deslocar até o laboratório da UNESP e andar mais de 15km.

O projeto teve o incentivo de editais e premiações que forneceram os subsídios necessários para tirar a ideia do papel e transformá-la em realidade. O que não vai parar por aqui, já que temos vontade de desenvolver ainda mais a área comunitária do assentamento, fazendo com que cresçam outros saberes como o incentivo a cultura, a leitura, a inclusão digital dentre outros.

Agradecemos imensamente a todos que direta ou indiretamente colaboraram para a realização desse projeto e damos os parabéns àqueles que colocaram a mão na massa e tornaram esse sonho possível. O trabalho não para por aqui, pelo contrário, é agora que começa! Saiba mais sobre o Projeto Bambu e o Grupo Taquara, mande um email para taquaradesign@gmail.com e acesse nosso Facebook.